A
começar pela arte gráfica do trabalho, lançado pela Die Hard Records
num belíssimo digipack, de padrão internacional, passando pela excelente
qualidade de gravação do trabalho, que teve como produtor Gustavo Carmo
(VersOver, Imago Mortis, Hamlet), e chegando às músicas e temática
apresentadas, tudo se encaixa perfeitamente, como se fosse um verdadeiro
“quebra-cabeça” a ser montado pela percepção do ouvinte.
O som da
banda, que é formada por Fábio Caldeira (vocal e piano), Renato
"Montanha" Somera (contra baixo), Danilo Augusto (guitarra), Maurício
Figueiredo (guitarra) e Heitor Matos (bateria) é dos mais difíceis de se
definir, embora enfatizem o metal progressivo, mas sem se limitar a
apenas esta vertente, trazendo diversos outros elementos não só de heavy
metal, enriquecendo ainda mais as composições, sempre intrincadas e que
levam o ouvinte a experimentar diversos tipos de sentimentos e
sensações durante a audição da bolachinha. São tantas influências,
tantos detalhes, que chega a ser impressionante como tudo soa tão
homogêneo.Além disso, o disco é conceitual, e trata de uma exposição de arte em um museu, descrita de uma forma interessantíssima, e com uma visão introspectiva fascinante, da qual não irei revelar maiores detalhes, para que você, leitor, tenha o prazer de conferi-la ouvindo as músicas respectivas.
E os músicos mostram neste trabalho um grande entrosamento, que já é perceptível desde a primeira faixa, “H.U.C.”, que inclusive já constava o EP homônimo lançado pela banda, e que alia peso e técnica na medida certo, sendo perceptível uma certa (e bem vinda) influência de DREAM THEATER, mas sempre mantendo características próprias, incluindo coros de vozes muito bem encaixados (com até algumas vozes guturais) e uma linha vocal que cativa com facilidade, tendo em vista o excelente timbre de Fábio Caldeira.
Na sequência, outra canção já presente no citado EP, “Aquarela”, mostra o porque de a banda ter sido citada como a melhor do Estado em enquete realizada neste site, e é sem dúvida uma das melhores do trabalho, variando climas sombrios e positivos e possuindo trechos de piano muito legais, além de mais uma vez conter linhas vocais brilhantes, dando a impressão que estamos acompanhando uma peça musical em um teatro.
A próxima canção, “Pescador”, é uma bela balada cantada em português, e mostra todas as influências de música brasileira incorporadas ao som do MAESTRICK.
E o disco todo é muito bom, sendo até complicado incicar todos os destaques, mas cito aqui algumas canções que demonstram o quão especial é o som do MAESTRICK, como “Treasures of the World” (sentimental e muito bela); “Radio Active” (repleta de groove e peso) , “Yellown of the Ebrium” (uma emaranhado de influências impressionante) e “Lake of Emotions” (uma verdadeira viagem épica com mais de 21 minutos muito bem preenchidos).
Se você é fã de boa música, não deixe de conferir este maravilhoso lançamento, que é daqueles de dar orgulho aos brasileiros, e mostra toda a criatividade e competência de nossa música pesada! O gosto pela música e pela arte em geral é muito subjetivo, mas fica a dica: experimente você também este criativo emaranhando de influências, sensações e emoções, dificilmente você se arrependerá.
Encerro esta resenha citando um trecho constante do material, que define muito bem como o ouvinte deve encarar este grande lançamento: “peço para que os senhores, ou melhor, os obrigo, a buscarem abrigo no desprendimento de valores. Esqueçam, portanto, pré-conceitos, conceitos, pós-conceitos, confeitos, e até tudo o que já foi feito. Que vossas mentes possam estar libertas de qualquer prisão e limite, ilimitando-se apenas ao que não é possível, mas é”.
(fonte:whiplash)
Informações:
Gênero: Progressive Metal
Lançamento:2011
País:
Brasil
Faixas :
1. H.U.C.
2. Aquarela
3. Pescador
4. Sir Kus
5. Puzzler
6. Disturbia
7. Treasures of the World
8. Radio Active
9. Smilesnif
10. Yellown of the Ebrium
11. Lake of Emotions
Formação :
- Fábio Caldeira (vocal e piano)
- Renato "Montanha" Somera (contra baixo)
- Danilo Augusto (guitarra)
- Maurício Figueiredo (guitarra)
- Heitor Matos (bateria)
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