Não é novidade que a cada novo disco o
Uganga invista cada vez mais na distorção em detrimento dos sons das
pick-ups e samplers. Ok, as características do Dub e Hip Hop aparecem
neste terceiro álbum, mas ainda assim este é o mais pesado de seus
trabalhos. Repleto de groove, o ênfase é dirigido ao Hardcore e Thrash
Metal, resultando em ótimos riffs e uma seção rítmica muito consistente,
tendo em "Fronteiras da Tolerância", "Meus Velhos Olhos de Enxergar o
Mal (2 Lobos)", "ISO 666" e "Sua Lei, Minha Lei" momentos de grande
impacto.
Outro ponto que conta muito a favor do Uganga é o conteúdo
de suas letras. Apesar de a dura realidade parecer não dar tréguas,
fazendo do pessimismo algo corriqueiro na atual sociedade, o Uganga
procura criticar de forma inteligente e geralmente visando aquela luz lá
no fim do túnel. É o típico caso de uma banda que se sai muito bem
cantando na língua portuguesa, se expressando com um coração tão
convicto que levantará o punho do mais anestesiado dos conformados.O CD também conta com uma faixa multimídia que, mesmo apresentando várias imagens de baixa qualidade, se revela um recurso bastante apropriado para se conhecer o Uganga. Há uma espécie de documentário que revela muitos dos aspectos de sua trajetória e dá uma geral no processo de criação de "Vol. 3: Caos Carma Conceito", tudo entremeado por flashs de apresentações ao vivo, estúdio, ensaios, etc.
Gravado no Orbis Estúdio (DF) junto com o produtor Riti Santiago e masterizado na Alemanha por Harris Johns (Kreator, Helloween, Ratos de Porão), pelo repertório estão espalhados convidados como o guitarrista Fábio Jhasko (ex-Sarcófago), o rapper X (ex-Câmbio Negro) e Johny Murata (Lumina). E o disquinho está vestido a caráter em um luxuosíssimo digipak, com a curiosa ilustração de cores tão intensas, cortesia do próprio baterista Marco Paulo. Belo trabalho!
E a produtividade dos mineiros segue adiante! Além de "Vol. 3: Caos Carma Conceito" estar sendo liberado em território nacional através da parceria de três selos, o Uganga também assinou com a gravadora portuguesa Metal Soldiers Records para disponibilizar seus discos pela Europa. E não acabou: o pessoal também já agendou para o segundo semestre sua primeira excursão pelo Velho Mundo – ou o leitor achou que a história de ‘ultrapassar as fronteiras do Brasil’, lá do primeiro parágrafo, era papo-furado? (fonte:whiplash)



































































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